2009/02/18

Manual Floral - Cúpula de Cravos


Estão por todo o lado, são bonitos, baratos, cheirosos e duram.
Os cravos têm pétalas muito próprias, e um cálice verde muito intrigante, com pequenas sépalas. Agrupá-los desta forma, todos da mesma cor ou multicolores, numa cúpula densa, faz sobressair as características mais interessante desta flor.
Mergulhe 5 blocos de espuma em água. Alinhe 3 numa tigela rasa e ponha outro por cima, no centro. Corte o último bloco ao meio na diagonal, colocando cada metade em cada lado da construção. Cortar os caules dos cravos deixando apenas 7 ou 8 centímetros, e espetar no bloco superior. Continuar, de cima para baixo, cortando à medida conforme for necessário para preencher os espaços vazios da cúpula.




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2009/02/11

4 para 14

Quatro sugestões para o Dia dos Namorados.


ROSAS E RUBIS


A VIDA É UMA PRAIA


A MINHA MIÚDA


POÇÃO MÁGICA



:: Não garantimos que os arranjos encomendados fiquem iguais aos das fotografias. Às vezes a perfeição só acontece uma vez. (Que esta máxima sirva para reflexão no próximo dia 14! Ou não.) ::

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2009/02/10

Solanum Tuberosum ou simplesmente Batata

(Parabéns e uma flor de batata para o florista-mor da casa, grande entusiasta da Horticultura e da Reforma Agrária!)

2009/01/10

Preferimos rosas


Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude.
Logo que a vida não me canse, deixo
Que a vida por mim passe
Logo que eu fique o mesmo.

Que importa àquele a quem já nada importa
Que um perca e outro vença,
Se a aurora raia sempre,

Se cada ano com a Primavera
As folhas aparecem
E com o Outono cessam?

E o resto, as outras coisas que os humanos
Acrescentam à vida,
Que me aumentam na alma?

Nada, salvo o desejo de indif'rença
E a confiança mole
Na hora fugitiva.

Ricardo Reis (ou Fernando Pessoa, em algumas horas vagas)

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2008/09/15

A Camélia

(Parabéns à florista-mor da casa, grande entendida e entusiasta da Camélia!)

Camellia é um género de plantas da família Theaceae que produzem as flores conhecidas como camélia (e em algumas regiões de Portugal como japoneira). O género Camellia inclui muitas plantas ornamentais e a planta do chá.

O género foi descrito pelo naturalista sueco Carl von Linné na sua obra "Species Plantarum", e baptizado em homenagem ao missionário jesuíta Georg Kamel.

Todas as espécies de Camellia são designadas, na China, pela palavra mandarim "chá", e complementada com algum outro termo que, geralmente, caracteriza o seu habitat ou as suas peculiaridades morfológicas.

Este género apresenta cerca de 80 espécies nativas das florestas da Índia, Sudeste Asiático, China e Japão. São arbustos ou árvores de porte médio, com folhas coriáceas, escuras, lustrosas, com bordas serrilhadas ou dentadas. Apresentam flores vistosas, brancas, vermelhas, rosadas, matizadas e, raramente, amarelas (podem ser obtidas apenas através da hibridização entre certas espécies). Não há camélias azuis, mas alguns investigadores descobriram pigmentos dessa cor em algumas espécies e actualmente tentam isolá-los através de cruzamentos. Algumas flores são tão grandes quanto a palma da mão de uma pessoa adulta, outras tão pequenas quanto uma moeda. Certas espécies exalam um perfume suave. Os frutos são cápsulas globosas, que podem variar desde o tamanho de um amendoim ao de uma maçã, com cerca de 3 sementes esféricas.


Algumas espécies, como a Camellia japonica, a sasanqua, a reticulata e a chrysantha são cultivadas pelas suas belas e grandes flores, folhagem densa, escura e lustrosa, e porte baixo. Estas e outras espécies são intercruzadas para a obtenção de híbridos que reúnem as suas melhores qualidades.

A este género pertence ainda a Camellia sinensis, espécie de cujas folhas se obtém chá, e cujo comércio movimenta milhões todos os anos.

Esta dá origem a milhares de chás diferentes, de acordo com as condições de cultivo, colheita, preparo e acondicionamento das folhas. No entanto, todos esses produtos podem ser divididos em quatro categorias distintas: Chá branco (não fermentado, produzido das mais tenras folhas, mais raro e caro), chá verde (levemente fermentado), chá oolong (com fermentação mediana, basicamente ficando entre o chá verde e o preto, mas com características degustativas geralmente mais próximas do chá verde), e chá preto (bem fermentado, e forte).

Esta espécie tem de ser podada constantemente, de modo que nunca ultrapasse uma altura de 1,5 m e produza muitas folhas. Os indivíduos cultivados desta maneira raramente florescem. As folhas são oblongas, escuras, lustrosas, com nervuras bem marcadas nas superfícies, de margem inteiramente dentada, e as folhas mais jovens são cobertas de pequenos pêlos brancos.

As flores surgem solitárias ou aos pares nas axilas das folhas. São pequenas, com pétalas brancas e perfumadas, possuem muitos estames e um pistilo com 3 estigmas.


Os frutos são cápsulas pequenas. É possível produzir óleo para o consumo humano a partir das sementes desta planta.

Outras espécies de Camellia são ainda usadas localmente na Índia e na China como alternativas a esta para a preparação de chá, com índices de cafeína diferenciados.

A Camellia japonica é a flor inspiradora do romance "A Dama das Camélias", de Alexandre Dumas Filho.


«O perfume delas é talvez a cor», escrevia o poeta Pedro Homem de Mello.

Planta de origem distante, prefere a sombra à luz da manhã. Em largos períodos do século XX, marcado pela guerra, perdeu admiradores e o título de "rainha". No "Guia do Viajante do Porto", editado em finais do século XIX, Alberto Pimentel não tinha dúvidas: «Se a Dama das Camélias de Dumas Filho não vivesse em Paris, viveria de certo no Porto, terra onde as camélias nascem numa abundância e formosura incomparáveis.» A camélia, trazida da China e do Japão, encontrou terra amiga no Porto. Mas o "culto apaixonado" por estas flores, no final de Oitocentos, também chegou a Lisboa.

Na capital do reino, no entanto, por razões de solo e de clima, era extremamente difícil prolongar a vida a uma camélia por mais de um ano. Por serem raras, eram vendidas a «alto preço». As damas de Lisboa, escreveu Alberto Pimentel, «adoram, pois, as camélias sem as possuir; os poetas da capital cantam-nas sem as conhecer».

Mais de um século depois, a Quinta d'Allen - porque as camélias «preferem florir em sítio onde possam escutar o murmúrio do agreste e às vezes melancólico Douro»,- continua a ser uma referência para os admiradores dos arbustos e árvores que, como as magnólias, escolheram o fim do Inverno para exibirem as flores de diversas cores.

No dia 13 de Maio de 1888, uma senhora de 41 anos assinava um dos documentos mais importantes da História do Brasil - a Lei Áurea, que dava liberdade a todos os escravos. Liberal e ousada, contra elites e grupos influentes, Isabel I apoiou jovens políticos e artistas, embora muitos dos chamados abolicionistas estivessem aliados ao incipiente movimento republicano. Financiava a alforria de ex-escravos com seu próprio dinheiro e apoiava a comunidade do Quilombo do Leblon, que cultivava camélias brancas, símbolo do abolicionismo. A Princesa ousou, algumas vezes, aparecer em público com uma dessas flores a adornar-lhe a roupa, facto sempre notado pelos jornais. Foram-lhe oferecidos, inclusive, aquando da assinatura da Lei Áurea, ramos de camélias. A flor servia como uma espécie de código de identificação entre os abolicionistas, principalmente quando empenhados em acções mais perigosas, ou ilegais, como auxiliando fugas ou conseguindo esconderijo para os fugitivos. Um escravo podia identificar imediatamente possíveis aliados pelo uso de uma dessas flores no peito, do lado do coração. Usar uma camélia na lapela ou tê-la no jardim era uma quase acintosa confissão de fé abolicionista.

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2007/10/08

A Flor-de-Lis


A verdadeira Flor-de-Lis é uma Amarilidácea.

Nomes Populares: Flor-de-Lis, Lírio-asteca, Lírio de St. James, Jacobean Lily, Lis de Saint-Jacques, Croix de Saint-Jacques.
Origem: México e Guatemala.
Características: Planta bulbosa, produz flores de cor vermelho-brilhante e folhas laminares que aparecem depois das flores.
Reprodução: Divisão de bulbos, durante o período de repouso.
Luminosidade: sol pleno.
Solo: Arenoso. Em vasos e canteiros, a mistura de solo ideal é a arenosa - 1 parte de terra vegetal, 1 parte de terra comum de jardim e 2 partes de areia.
Regas: Espaçadas no início do período vegetativo, intensificando para dias alternados até depois da floração, quando deve-se voltar a espaçar as regas. Recomenda-se evitar o excesso de água, pois pode provocar o apodrecimento do bolbos e o surgimento de doenças fúngicas.

A palavra Lis, de facto, é um galicismo que significa Lírio, mas também pode ser uma contracção de "Louis", primeiro príncipe a utilizar a flor como símbolo (ficando assim "Fleur-de-Louis", ou "Flor de Luís").
A representação desta flor é uma das quatro figuras mais populares em brasonaria, juntamente com a águia, a cruz e o leão.


A relação do símbolo com a flor é encontrada em inúmeros documentos históricos. Qual seria realmente esta flor? Algumas referências afirmam que o Lírio é a verdadeira Flor-de-Lis. Segundo o livro ilustrado dos Signos e Símbolos, de Miranda Bruce-Mitford, Luís XVII adoptou o lírio como seu emblema durante as Cruzadas e o nome evoluiu de "Fleur-de-Louis" para "Fleur-de-Lis", representando com as três pétalas a fé, a sabedoria e o valor. Realmente, há uma grande semelhança entre o Lírio e a Flor-de-Lis, quando as analisamos de perfil. Outras referências sugerem que a Flor-de-Lis é uma espécie de lírio. Os espanhóis traduzem "Fleur-de-Lis" como "Flor del Lírio". Há uma lenda que ajuda a reforçar esta ideia, contando que um anjo teria oferecido um lírio a Clóvis, rei dos Francos, em 496 d.C., quando este se converteu ao Cristianismo.
O lírio é uma planta da família das Iridáceas, originária da Europa. A verdadeira Flor-de-Lis não pertence à família das Iridáceas, nem das Liliáceas: trata-se da Sprekelia Formosissima, uma representante da família das Amarilidáceas, originária do México e da Guatemala.
Conhecida em outros idiomas como Lírio-asteca, Lírio-de-Saint-James (St. James Lily), Lírio-de-Saint-Jacques (Lis de Saint-Jacques) a Sprekelia Formosissima é a única espécie do género. O nome da espécie foi dado pelo botânico Linnaeus (Lineu) quando recebeu alguns bolbos de J. H. van Sprekelsen, um advogado alemão. Os espanhóis introduziram a planta na Europa, trazendo bolbos do México, no final do século XVI.

Símbolo também do escotismo (a Flor-de-Lis tem três pétalas em cima, como os três dedos da la senha escutista, que representam os três princípios Deus, Pátria e Lar; as de baixo representam as virtudes Lealdade, Abnegação e Pureza), é quase impossível precisar a exacta origem da flor enquanto símbolo. A única certeza é que o seu surgimento data de épocas bem remotas.


Sabe-se que o símbolo foi usado nas armas de França em 496. O desenho da flor era colocado no manto de reis na época pré-Cruzadas, na indumentária de luxo dos reis de armas, nos pavilhões, nas bandeiras e, ainda hoje, em vários brasões de municípios franceses. No ano de 1125, a bandeira da França apresentava o seu campo semeado de Flores-de-Lis, o mesmo acontecendo com o seu brasão de armas até ao reinado de Carlos V (1364), quando passaram a figurar apenas três. Conta-se que este rei teria adoptado oficialmente o símbolo como emblema para honrar a Santíssima Trindade.
Alguns historiadores relatam que o símbolo começou a ser utilizado no reinado de Luís VII, o Jovem (1147) e também como emblema da cidade de Florença. Este rei teria sido o primeiro dos reis da França a servir-se desse desenho para selar suas cartas-patentes, principalmente em alusão ao seu nome Luís, que na época se escrevia "Loys". Os reis que vieram a seguir conservaram a Flor-de-Lis como atributo real e o mesmo fizeram os seus descendentes.

Certos estudiosos da Heráldica afirmam que a Flor-de-Lis teve a sua origem na Flor-de-Lótus do Egipto; outros defendem que foi inspirada na alabarda ou lírio - um ferro de três pontas que se colocava fincado nos fossos ou covas para espetar quem ali caísse. Outra possível origem é a de que seja uma cópia do desenho estampado em antigas moedas assírias e muçulmanas. A Flor-de-Lis é símbolo de poder e soberania, assim como de pureza de corpo e alma.

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2007/06/26

Galeria nº 5 - Coração Eterno


Nº 5 - Coração Eterno

(Preço estimado consoante as flutuações do mercado)

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2007/04/28

Ramo para Moda Lisboa


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2007/02/05

Já falta pouco!


Coração de gravetos preenchido com 30 rosas apaixonadamente vermelhas!

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2006/10/16

Galeria nº 4 - Palma da Amizade


Nº 4 - Palma de Amizade

(Preço estimado consoante as flutuações do mercado)

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Galeria nº 6 - Espiral de Rosas em Sol


Nº 6 - Espiral de Rosas em Sol

(Preço estimado consoante as flutuações do mercado)

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2006/08/24

Flores Virtuais


Para plantar flores, visitar o jardim e deixar mensagens, no site Flowers for Hope - www.flowersforhope.com

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2006/08/23

Manual Floral


O efeito destas "flores de pulso" é muito peculiar, e por isso são cada vez mais vistas em ocasiões festivas. E é simples de conseguir. Quanto melhor for o veludo e maior a flor, maior é o efeito.

Através da ranhura feita numa fita larga de veludo, introduz-se uma única flor. Escolher, de preferência, uma flor grande e escultural (e saudável), que fique bem por si só, sem necessidade de adorno, como as várias espécies de orquídea disponíveis no mercado (cattleya, dendrobium, cymbidium), coroas imperiais, lírios, etc.

Cortar um pedaço de fita de veludo suficientemente longo para ser atado à volta do pulso e ainda deixar, de pontas caídas, à volta de 10 centímetros. Dobrar a fita ao meio e abrir a ranhura exactamente no centro, para a introdução do pé da flor. Este pé deve ser cortado de modo a que fique apenas com 6 centímetros de comprimento. Depois de introduzido, enrolar o pé com fita adesiva. Assim, não só se consegue controlar melhor a posição da flor no pulso, como se protege o pé, evita-se que a flor caia e que a fita seja manchada de nódoas de seiva.

Para o pulso das crianças, devem ser usadas fitas mais estreitas e, consequentemente, flores mais pequenas do que as exibidas no pulso dos adultos.

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2006/07/06

A Anémona



Na mitologia grega, a deslumbrante ninfa Anemone era amada pelo deus do vento, Zephyrus. A deusa Flora não confiava no amor de Zephyrus. Os seus ciúmes pareceram ter encontrado razão de ser quando descobriu que nenhum vento forte tinha permissão de Zephyrus para passar por Anemone, apenas as brisas mais suaves. Decidiu por isso transformá-la numa flor. A anémona reaparece, no entanto, pelos campos, a cada Primavera, para se deixar teimosamente beijar pelo vento.

Pertencente à família das Ranunculáceas, esta flor apresenta delicadas pétalas, tão finas que parecem feitas de papel, nas cores púrpura, rosa, vermelho, amarelo claro e branco, dependendo da variedade. É ideal para a criação de arranjos florais complexos ou para simplesmente enfeitar uma jarra.

Apesar da aparência delicada, é muito resistente e, se manuseada adequadamente, pode durar cerca de uma semana. Para isso é essencial trocar a água da jarra todos os dias, lembrando de cortar cerca de 1 cm da base do caule, sempre na diagonal. O ideal é fazer esse corte com a haste imersa em água limpa e fresca ou sob um fio de água corrente, para ajudar na hidratação da flor. A anémona gosta de lugares frescos e de luz - nestas condições florescem por muito mais tempo e a sua cor mantém-se vívida.


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2006/03/24

O Meio


Exposição de pintura do amigo Jorge L. Cruz
na Libreria Italiana (Rua do Salitre, 166-B - Rato)
de 14/Mar/2006 a 07/Abril/2006
de segunda a sexta, das 10h30 às 19h

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2006/02/21

Manual Floral


Os caules das papoilas têm muita seiva; assim que os pés são cortados, a seiva escorre e as flores morrem rapidamente. Para as preservar e manter bonitas durante algum tempo, basta segurar o pé acabado de cortar por cima de uma pequena chama até que o pé fique selado.

Este truque resulta com outras flores com o mesmo tipo de caule e retenção de seiva, como as hortênsias, as eufórbias (a estrela de natal, por exemplo), as peónias, as clematites e os goivos.
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2005/06/14

O Jarro


Também conhecido como "lírio da paz", o jarro é originário da África do Sul. Começou por ser importado pela Nova Zelândia no princípio do século XX, e é actualmente a segunda flor de corte mais exportada por este país, e uma das mais populares também em Portugal, onde cada vez é mais utilizada em arranjos decorativos para interior e ramos de noiva, pela pureza que simboliza. A associação desta flor ao casamento é de qualquer modo já antiga. Esta é uma noiva sul-africana em 1934.


Esta elegante planta foi introduzida na Europa aparentemente ainda antes de Van Riebeeck ter estabelecido a primeira estação na cidade do Cabo - o jarro aparece já em 1664 num relato do Jardim Real de Paris. Foi posteriormente enviada para a Europa como sendo uma das plantas mais interessantes da cidade do Cabo por Simon van der Stel um pouco antes de 1697. Muitos se debruçaram sobre o seu estudo desde então, e Marloth tentou inclusivamente explicar a natureza da textura única e da extrema brancura da flor, devendo-a não à pigmentação, mas a uma ilusão óptica causada pelos inúmeros espaços de ar entre a sua epiderme.


Pertencem à família Araceae, e ao género Zantedeschia, tendo recebido este nome do botânico italiano do século XIX Francesco Zantedeschia. As plantas são herbáceas perenes e no seu país de origem, a África do Sul, podem ser encontradas ao longo das estradas perto de saídas de água ou em terras lodosas. Há no entanto ideias divergentes em relação à sua tolerância aquática. O consenso parece ser de que os jarros crescerão em condições extremamente húmidas, e até submersos numa profundidade máxima de 5 centímetros em jardins de água como planta marginal. O jarro comum designa-se Zantedeschia aethiopica. Os outros tipos de jarro mais importantes descendem da variedade rehmannii, e apresentam-se em muitas e vivas cores e com folhas mais estreitas. Estas espécies são ainda menos resistentes ao frio que as aethiopica. Será melhor recolhê-las antes que o frio chegue. Mesmo depois de cortadas, geralmente as flores de todos os géneros apresentam uma grande durabilidade quando mantidas em água.

Os criadores têm tentado criar jarros de todos os tipos e cores. O jarro negro Schwartzwalder, por exemplo, vencedor de uma medalha de ouro, é resultado de muitos anos de experiências na Holanda.


Os jarros são cultivados principalmente pela sua flor simples mas requintada, que aparece normalmente na Primavera e no Verão. Os criadores são capazes de as fazer florescer em qualquer estação, dependendo das temperaturas mantidas na estufa, apesar de serem conhecidos como bolbos de Primavera. Em climas mais amenos podem mesmo florescer todo o ano, mantendo a folhagem sempre verde, e podem ser plantados em qualquer altura. Apesar destas plantas serem terrestres, adoram humidade e podem ser adaptadas para crescer em água rasa, pelo que dão excelentes resultados num jardim de água - devem ser colocadas em água rasa e terra rica em nutrientes, devendo poder receber sol ou sombra parcial. Em áreas onde o Inverno não seja rigoroso, as plantas sobreviverão no exterior sem dificuldades, no entanto é aconselhável abafar o solo com palha ou turfa nos meses mais frios.



Em vasos os jarros gostam que as raízes estejam bem firmes, e por isso os resultados são geralmente melhores na segunda volta. Na primeira época a produção é geralmente escassa e as flores são pequenas, ao passo que plantas já estabelecidas produzem múltiplas e bem desenvolvidas flores. Todos os jarros à excepção possivelmente da aethiopica exigem um período de repouso após a florescência. Devem descansar por 2 ou 3 meses num sítio seco e fresco antes de serem levados para um sítio quente e solarengo. No exterior preferem sol parcial a sombra parcial, mas podem ser prejudicados se plantados em sítios cujo ar contenha um alto teor de sal.


Os jarros são tóxicos para a maioria dos seres vivos. Assim se defendem de ser ingeridos por muitos animais herbívoros. As raízes são a parte mais perigosa da planta, mas todas as partes são tóxicas. Os sintomas definem-se pelo inchaço e pelo ardor na língua, boca e garganta, e por náuseas, vómitos e diarreia. O inchaço na garganta pode ser suficiente para bloquear a passagem do ar.

Assim que a exótica planta chegou ao continente americano, as flores acetinadas e as folhas lancetadas intrigaram de imediato vários artistas. No início do século XX, o jarro gozava já de grande popularidade, principalmente nas décadas de 20 e 30, quando dezenas de pintores e fotógrafos com as mais variadas reputações e visões fizeram dele o tema dos seus trabalhos.



A exposição "Georgia O'Keeffe and the Calla Lily in American Art, 1860–1940", iniciada no final de 2002, foi a primeira a examinar o grande atracção que esta flor exerceu sobre esses criadores, com uma mostra de 54 representações do jarro por 33 artistas tão diferentes quanto Imogen Cunningham, Charles Demuth, Marsden Hartley, Rebecca James, Georgia O'Keeffe, Joseph Stella ou Edward Weston. As pinturas de O'Keeffe, que ficou conhecida como "The Lady of the Lily" devido à frequência e ao modo emotivo com que representou o jarro, definem as suas realizações neste campo e dentro do contexto dos outros artistas americanos.

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2005/03/31

A Bella Donna

Deixo aqui a capa do primeiro álbum da Stevie Nicks, editado em 1981, intitulado precisamente Bella Donna. Qualquer desculpa é boa para falar desta ciganita. E de bónus recebem 3 rosas brancas. E uma catatua.



«And you say...
And your face becomes thin
You never thought it could
Come in out of the darkness
Belladonna...

You are in love with
And I’m ready to sail
It’s just a feeling...»

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2004/12/20

A Beladona


A Beladona é bastante vendida em Portugal, apesar do bolbo da planta ser altamente tóxico para o Homem e para os animais. O seu princípio activo é a Licorina Acetil Caramina Ambelina, e a ingestão de qualquer parte do bolbo provoca distúrbios gastro-intestinais. Se ingerido em doses altas, provoca mesmo a paragem cardíaca. Da flor emana um perfume tão intenso que é também frequente provocar dores de cabeça às pessoas mais sensíveis.


Amaryllis (o nome de uma pastora na poesia grega clássica) é o nome do género que engloba a Beladona (Amaryllis belladonna), que começou a ser amplamente cultivada no princípio do século XVIII. Originário da África do Sul, este género não deve ser confundido com o americano Hippeastrum, menos rústico do que o Amaryllis. Ambos os géneros se chamavam Amaryllis até 1984-7, altura em que se decidiu designar com este nome apenas o género sul-africano, atribuindo ao americano um outro nome.



As flores, grandes trombetas ou mais parecidas com lírios, fazem desta planta um excelente elemento de jardim e de vaso, proporcionando efeitos florais impressionantes. A beladona e os seus híbridos cobrem um alargado espectro de cores, desde o vermelho ao cor-de-rosa e ao branco. As flores robustas, com as mais variadas texturas, tornam-na visualmente ainda mais apelativa.

Quando manuseado e tratado com cuidado, um bolbo pode produzir flores durante mais de 75 anos. Bolbos de boa qualidade conseguem produzir até 12 flores numa única haste.

A altura ideal para plantar em exterior é o mês de Setembro e o princípio de Outubro. A planta prefere uma temperatura amena para crescer. No entanto, assim que floresce, temperaturas mais frescas permitirão manter a flor por mais tempo. Quando a planta é mantida em interior, floresce 6 a 8 semanas após ter sido plantada, dependendo da temperatura, da luz e da variedade da planta. Em exterior demora um pouco mais. Assim que uma das flores começa a murchar, deve ser cortada pela sua haste, poupando assim alimento que servirá a outras flores ainda em desenvolvimento e às folhas, que são o garante de alimento para as flores do ano seguinte.

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2004/11/26

A Flor-cadáver



A maior flor do mundo não é propriamente a mais perfumada... Trata-se da Titan Arum (Amorphophallus Titanum), que pode chegar aos 6 metros de altura, com um diâmetro de mais ou menos 1 metro e meio. Mas todo este tamanho não se traduz num grande perfume. Devido ao seu odor repulsivo, esta flor é também conhecida por "Flor-cadáver".

Durante os seus 40 anos de vida só floresce duas ou três vezes, e o cheiro que emite serve para atrair moscas e besouros que se alimentam de carne podre, e que são no fundo os responsáveis pela polinização da flor. A estratégia usada para fazer o cheiro ficar ainda mais forte e atrair ainda mais insectos é interessante: a planta produz o seu próprio calor e a sua temperatura interna chega aos 36 graus. Para conseguir tal feito, consome grande parte da energia que possui armazenada, e por isto floresce tão poucas vezes. Os cientistas precisam de máscaras para se aproximarem da Titan Arum quando está aberta - com todo este calor, o cheiro torna-se verdadeiramente insuportável.

Descoberta pelo botânico italiano Odoardo Beccari em 1879, a Titan Arum é originária das florestas tropicais de Sumatra, uma ilha da Indonésia. Mais uma curiosidade sobre esta flor singular: o apelido de "Flor-cadáver" terá surgido em função de uma lenda que diz que, quando se abre, a flor devora quem a cultivou. Uuuuuuuu!

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2004/10/14

A Orquídea


Foi Teofrasto, discípulo de Aristóteles, que lhe deu o nome de Orquídea, inspirado certamente pela forma dos seus bolbos. Orchis significa "testículo".

A história desta flor é um misto de luxúria, capricho e riqueza. As orquídeas são plantas únicas - as suas flores, com formas e cores exóticas, despertam fascínio e curiosidade um pouco por todo o mundo. Existem sociedades e clubes de orquídeas em quase todos os países. Estes grupos e as suas obsessões têm impulsionado bastante o desenvolvimento de técnicas de cultivo e todo o tipo de conhecimento sobre variedades e as curiosas adaptações que as orquídeas têm sofrido, desde que as primeiras chegaram à Europa no princípio do século XVIII em barcos da Armada Britânica. Poucas sobreviviam às longas viagens desde o seu local de origem até à Europa, e também por isso estas raridades constituíam curiosidades muito apreciadas. Selvas e bosques foram brutalmente despojados das suas orquídeas durante o século XIX com o objectivo de satisfazer os caprichos dos abastados coleccionadores europeus. Noutros casos milhares de árvores eram abatidas para dar espaço ao seu cultivo exclusivo.



Os Astecas acreditavam que a orquídea mais famosa, a da baunilha, lhes dava vigor, e por isso bebiam baunilha misturada com chocolate. As mulheres gregas convenciam-se de que as suas raízes podiam determinar o sexo das crianças por nascer - se o pai comesse tubérculos grandes a criança seria do sexo masculino; se a mãe comesse tubérculos pequenos, a criança seria do sexo feminino. Na China ainda hoje é símbolo de fertilidade. Esta associação entre a flor e a reprodução humana nasce certamente da curiosidade que o comportamento reprodutivo da orquídea instigou nos botânicos desde que a flor foi conhecida: para germinar, as suas sementes precisam de ser penetradas através de linhas de um fungo. Apesar de ser bastante associada à pureza espiritual, à universalidade do amor, à sabedoria, paradoxalmente a orquídea representa também a sexualidade nas suas formas mais excêntricas e na carnalidade da sua beleza e dos seus tons.




Maio é o mês do apogeu do florescimento das orquídeas. A maioria das espécies produz flores somente uma vez por ano e cada florescência tem em média dez dias. Para compensar tão pouco tempo de exibição natural, a flor revela formas e cores surpreendentes, que vão do tradicional lilás até tons artificiais, como o laranja. Esta variedade de formas e cores deve-se, em grande parte, a experiências biológicas.




As orquídeas epífitas constituem mais de 90% da totalidade das espécies. Crescem penduradas nas árvores ou em arbustos. São as mais vistosas e por isso são as que mais frequentemente encontramos à venda. Não são parasitas. As suas necessidades são escassas e obtêm água através da humidade do ar e através de raízes aéreas. As semi-terrestres crescem sobre um colchão de folhas em decomposição no solo ou sobre pedras cobertas de musgo. Aqui se incluem os géneros Paphiopedilum, Phragmipedium, Selenipedium e Cypripedium. As terrestres têm as suas raízes na terra, e incluem os géneros Phaius Tankervillae, Bletilla Striata, Calanthe Vestita, Chloraea, Cranichis e Cyclopogon, entre outros.



A família botânica Orchidaceae é a que compreende o maior número de espécies no Reino Vegetal (sem contar com os híbridos que todos os dias são criados e não são registados). Actualmente, a recolha de orquídeas selvagens está proibida na quase totalidade das espécies. Muitas delas encontram-se em perigo de extinção. As que encontramos à venda são principalmente híbridos. Os viveiristas continuamente aparecem no mercado com novos híbridos, cada vez mais adaptados a viver nas nossas casas e com flores cada vez mais impressionantes. Actualmente existem mais de 120 mil espécies de orquídeas híbridas no mundo, contra apenas 35 mil espécies naturais. Mas a natureza sai a ganhar em originalidade, pois a grande maioria das orquídeas criadas em estufas não tem perfume. As espécies híbridas, criadas em estufas, apresentam cores inusitadas a partir do cruzamento de duas espécies e até três. Quando esse cruzamento envolve até quatro géneros surgem flores verdadeiramente especiais. Pode também fazer-se a cultura por simbiose. As orquídeas têm fama, em geral, de cultivo difícil, especialmente para conseguir fazê-las voltar a florescer uma vez perdidas as flores. No entanto hoje em dia podemos encontrá-las cultivadas um pouco por todo o mundo, exceptuando os desertos de extrema secura, os pólos e as zonas situadas a 4.500 metros acima do nível do mar. Há algumas, como as do género Cymbidium, que são geralmente consideradas adequadas para principiantes.



A orquídea é uma flor de magnificência que carrega consigo uma mensagem de perfeição, fausto, desejo, elegância e requinte. São cada vez mais usadas em ramos de noiva e em bouquets ou outros arranjos presenteados no Dia da Mãe.

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2004/09/03

O Livro das Ignorãnças

«é preciso saber:
(...)

- 0 modo como as violetas preparam o dia para morrer

- Que um rio que flui entre 2 jacintos carrega mais ternura que um rio que flui entre 2 lagartos»

(Manoel de Barros, O Livro das Ignorãnças)

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2004/08/26

A Tulipa



É comum pensar-se que as tulipas são originárias da Holanda, tamanha é a associação existente entre elas e este país. No entanto, esta é uma flor selvagem originária da Pérsia. Outras referências defendem que as tulipas são originárias da China, de onde foram levadas para as montanhas do Cáucaso e Pérsia. Por volta de 1500, foram extensivamente cultivadas na Turquia, e foi por causa da sua semelhança com o tulbend (um turbante usado pelos homens turcos) que foram chamadas tulipan. Chinesas ou persas, o facto é que elas se tornaram uma paixão para os holandeses, e essa paixão foi tão forte que chegou mesmo a gerar uma especulação financeira nunca vista até então nesse país.

Em 1562, bolbos de tulipa chegaram a Antuérpia, depois do botânico Conrad von Gesner as catalogar em 1559. Mas foi na Holanda que os bolbos encontraram terras férteis ideais, além de um povo que simplesmente amava flores. O entusiasmo pela tulipa gerou o desenvolvimento de muitas variedades com diferentes tamanhos e cores, chegando algumas variedades a um tal grau de raridade que uma única flor podia alcançar preços astronómicos. Antes do fim do século, as tulipas eram tão raras que só as classes verdadeiramente abastadas as podiam adquirir - por conseguinte, tornaram-se num símbolo de posição social, num sinal exterior de riqueza. Porém, comprar e vender tulipas tornava-se numa actividade cada vez mais lucrativa para os comerciantes: no Verão já se negociavam os bolbos que haviam de florescer na Primavera seguinte, cerca de um ano depois. O valor de uma propriedade de bolbos por florir podia passar, em poucas semanas, de 90 para 900 florins. A situação tornou-se tão crítica que o governo teve de intervir com leis rígidas para acabar com a especulação desenfreada. Quando os plantadores de tulipas entraram em colapso a Holanda viu-se em plena ruína financeira, tal a dependência económica do país daquele produto. Esta flor foi-se impondo aos poucos como o emblema nacional da Holanda.



Logo após a Segunda Guerra Mundial os holandeses transportaram milhares de bolbos para Ottawa, no Canadá. Este gesto simbólico mostrou a sua gratidão para com os soldados canadianos por livrar a Holanda da ocupação alemã, mas também para com o governo canadiano por ter recebido a sua rainha enquanto a guerra durasse. Este gesto notável ainda hoje é lembrado como uma oferenda única na história das relações internacionais.

Os bolbos de tulipa suportam bem o frio - na verdade, necessitam de passar um período de baixas temperaturas invernais para conseguir chegar à florescência de qualidade. Planta da família das Liliáceas, a tulipa produz folhas que podem ser oblongas, ovais ou em forma de lança. Do centro da folhagem surge uma haste erecta, com uma flor solitária formada por seis pétalas. As cores e as formas são variadas. Existem muitas variedades cultivadas e milhares de híbridos em diversas cores, tons matizados, pontas picotadas, etc.



A tulipa transporta consigo uma mensagem de elegância, sensibilidade e amor: a vermelha é uma declaração aberta de amor, um presente de um amante que se quer perfeito; a amarela expressa um amor sem esperança; a matizada pretende ser uma referência aos belos olhos de quem a recebe.

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2004/08/12

O Gladíolo


O nome do gladíolo é derivado do latim, onde "gladius" significa "espada" (outro dos seus nomes era "xiphium", que em grego também significa "espada"). Isto deve-se por um lado à forma das suas folhas, que longas e pontiagudas fazem lembrar espadas, mas também ao facto de ser a flor entregue aos gladiadores romanos que saíam vencedores de combate. Daí que esta flor simbolize, entre outras coisas, a vitória.

Os gladíolos são plantas originárias do continente africano, de Madagáscar, da Europa e do Oeste asiático, mas o maior número de espécies encontra-se em África. Compreende ao todo 180 espécies nativas, que crescem espontaneamente.

Os gladíolos são plantas de crescimento cíclico, emitem flores na Primavera que murcham com os últimos calores do Verão para que a planta sobreviva no Inverno. Caracterizam-se principalmente por uma inflorescência em "espiga", resultado de pequenos bolbos formados durante a estação fria. Todas as folhas saem da base, e o seu número varia entre uma e doze. As flores são bissexuais, cada uma é protegida por uma folha-invólucro (bráctea) à qual está acoplada, e o seu fruto encontra-se em pequenas cápsulas polvilhadas de sementes aladas.

Além do simbolismo original de vitória em batalha, o gladíolo foi adoptando também o significado de recordação, desejo, e quando oferecida pode querer dizer "perfuras-me o coração".

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2004/08/04

O Cravo



O cravo é cultivado há pelo menos 2000 anos. Alguns estudiosos acreditam que o nome de cravo vem de "coroação" ou "corone" (grinalda de flores), por ser a flor mais usada nas coroas cerimoniais gregas. Outros pensam que o nome tem a sua origem na palavra grega "carnis" (carne), referindo-se à cor original da flor, ou à encarnação de Deus (Deus fez-se carne em Jesus).

Na Coreia, ainda hoje, as meninas colocam três cravos no cabelo para saber a sua sorte: se a primeira flor morrer primeiro, os últimos anos da sua vida serão os mais difíceis; se for a flor do meio, os primeiros anos trarão as maiores dificuldades; se for a última flor a morrer primeiro, o pesar e os problemas acompanhá-la-ão durante toda a sua vida.

Para a maioria das pessoas, no entanto, os cravos expressam amor, fascínio e distinção. Os vermelhos representam admiração, enquanto os vermelhos escuro denotam amor profundo, paixão e afeto. Os brancos indicam amor puro e boa sorte (ao contrário do que se passa com as rosas, o cravo branco simboliza uma paixão mais exacerbada do que a do cravo vermelho); os raiados simbolizam o pesar de um amor que não pode ser partilhado; os cor-de-rosa têm o significado mais simbólico e histórico: de acordo com lenda cristã, os primeiros cravos apareceram na Terra quando Jesus foi levado para a cruz. Maria derramou lágrimas aos pés de Jesus, e cravos nasceram onde as suas lágrimas caíram. Assim o cravo rosa tornou-se o símbolo do eterno amor de mãe, e em 1907 foi mesmo escolhido para representar globalmente o Dia de Mãe, o que se observa ainda em muitos países do mundo.

Por cá esta flor transformou-se num símbolo de Portugal para o mundo, a insígnia mais marcante de Portugal no século XX, representando o regime fascista e a libertação revolucionária. Existem três versões sobre o aparecimento dos cravos vermelhos no dia 25 de Abril, todas elas simultâneas e credíveis. De acordo com a primeira, as flores surgiram devido a um casamento marcado para esse dia que não se pôde realizar por as conservatórias estarem fechadas. A segunda conta que uma empresa de exportação de flores tinha um carregamento de cravos para enviar para o estrangeiro, mas, com o aeroporto encerrado, as flores foram mandadas para o Rossio. A terceira versão é a mais conhecida e apresenta-se com um rosto que conta a história na primeira pessoa. A protagonista é Celeste Martins Caeiro, hoje quase a completar 71 anos. Tudo foi fruto de coincidências, de "acasos felizes", como ela diz. Celeste trabalhava num restaurante que fazia um ano nesse dia. Os patrões queriam fazer uma pequena festa, e por isso compraram flores para dar às senhoras. Mas nesse dia o patrão decidiu não abrir o restaurante, por não perceber o que estava a acontecer na cidade, e disse aos empregados para levarem as flores para casa. Eram cravos vermelhos e brancos. Cada um levou um molho. De regresso a casa, Celeste apanhou o metro para o Rossio e dirigiu-se ao Chiado. Deparou-se de imediato com os tanques. "Era um aparato! Quando vi aquilo... Bem, não há palavras. Sabia que alguma coisa se ia dar. E para bem, eu sentia que era alguma coisa para bem", diz. "Cheguei ao pé do tanque e perguntei o que é que se passava. E um soldado respondeu-me: ‘Nós vamos para o Carmo para deter o Marcelo Caetano. Isto é uma revolução!’ ‘Então, e já estão aqui há muito tempo?’, perguntei eu. ‘Estamos desde as duas ou três horas da manhã. A senhora não tem um cigarrinho?’ ‘Não, eu não fumo. Se tivesse alguma coisa aberta, comprava-vos qualquer coisa para comer, mas está tudo fechado. O que eu tenho são estes cravos. Se quiser tome, um cravo oferece-se a qualquer pessoa.’ Ele aceitou e pôs o cravo no cano da espingarda. Depois dei a outro e a outro, até ao pé da Igreja dos Mártires."

"Correu tudo muito bem", diz Celeste. "Tinha de correr, pois os cravos estavam nas espingardas e elas assim não podiam disparar!...".

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2004/08/02

Cravos para Zeca Afonso

Zeca faria hoje 75 anos. Parabéns, sempre!

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2004/07/28

O Crisântemo


Na China o crisântemo é usado como flor ornamental há mais de 2000 anos. Considerado uma das quatro plantas "nobres" chinesas (sendo as outras o bambu, a ameixeira e a orquídea),era também o distintivo oficial do antigo exército chinês. Era uma flor tão distinta que o seu cultivo era proibido em jardins de pessoas de classe baixa.

O seu cultivo chegou no entanto ao Japão, onde se tornou a flor símbolo deste país, tendo sido utilizado para forrar o trono do Imperador que até os dias de hoje é chamado "Trono do Crisântemo". Como sabemos, a esfera na bandeira japonesa representa o sol nascente, mas apenas por associação - na verdade, é o coração de um crisântemo despojado das suas pétalas. Os japoneses tomaram esta flor como um símbolo do sol (e bem, uma vez que a sua origem etimológica remete para o grego "chrysos" (ouro) e "anthos" (flor)), considerando também o desdobramento ordenado das suas pétalas um símbolo da perfeição. É costume ainda hoje colocar uma pétala de crisântemo no fundo de um copo de vinho, quando é pretendido encorajar uma vida longa e saudável. 

O crisântemo foi introduzido na Europa pela França no último terço do século XVIII. Os primeiros cultivos na Península Ibérica coincidem com o início do século XIX. O crisântemo comercializado actualmente é um híbrido completo, tendo sido consecutivamente melhorado geneticamente para chegar às variedade que se conhecem hoje, das quais se destacam a Margarida, talvez o crisântemo mais comum na Europa, o Crisântemo-agulha, com pétalas pontiagudas, e o Pom-pom, crespo e arredondado (os 3 tipos estão representados abaixo).

Esta flor tem diferentes significados de acordo com a região do planeta onde for oferecido. No México por exemplo a oferta de crisântemos é considerada abertamente uma declaração de amor. Já no continente europeu alguns tipos de crisântemo são conotados com a morte, e muito usados em arranjos florais funerários, nomeadamente o Pom-pom. Mas mesmo este tipo é cada vez mais bem visto pela sua maravilhosa complexidade. O crisântemo é uma flor contraditória, capaz de representar a morte e a vida, o sol e a obscuridade, os bons e os maus presságios, mas sempre gloriosa!


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2004/07/26

A Violeta


A Violeta foi descoberta em 1882 nas montanhas de Usambara, na costa da Tanzânia, no continente Africano. É a flor mais produzida, comercializada e coleccionada do mundo.

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Flores para um Leão (23 Jul. - 22 Ago.)

Para presentear uma pessoa deste signo, sugerimos arranjos florais em tons de amarelo, vermelho e talvez dourado, que lembrem centralidade, núcleo. O girassol é a flor-símbolo deste signo...

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Flores para um Caranguejo (21 Jun. - 22 Jul.)

Para presentear uma pessoa deste signo, sugerimos arranjos florais em tons claros, branco, pérola, salmão, prateado, e com transparências (base de vidro e água).

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Flores para um Gémeos (21 Mai. - 20 Jun.)

Para presentear uma pessoa deste signo, sugerimos arranjos florais modernos sem centro definido, em tons que apresentem alguma gradação, que simbolizem fluidez e leveza.

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Flores para um Touro (21 Abr. - 20 Mai.)

Para presentear uma pessoa deste signo, sugerimos arranjos florais em tons pastel, beges, rosas e verdes, bucólicos, com base de madeira ou barro.

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Flores para um Carneiro (21 Mar. - 20 Abr.)

Para presentear uma pessoa deste signo, sugerimos arranjos florais em tons de vermelho e amarelo-alaranjado forte, numa base de ferro, com formas pontiagudas e triangulares, com linhas simples e rectas.

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Flores para um Peixes (20 Fev. - 20 Mar.)

Para presentear uma pessoa deste signo, sugerimos arranjos florais com água, em tons de azul e/ou verde, com formas transparentes e fluidas que evoquem o mistério e a poesia, como o misterioso oceano.

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Flores para um Aquário (21 Jan. - 19 Fev.)

Para presentear uma pessoa deste signo, sugerimos arranjos florais em tons de azul, em bases de vidro ou metal, que combinem o antigo com o moderno, com poucas linhas, de modo a que transmitam a ideia de ousadia e contemporaneidade.

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2004/07/25

Flores para um Capricórnio (22 Dez. - 20 Jan.)

Para presentear uma pessoa deste signo, sugerimos arranjos florais em tons de terra, como castanhos e beges, ou tons pastel, sempre com muito verde, numa base quadrada em madeira ou barro.

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2004/07/24

Flores para um Sagitário (22 Nov. - 21 Dez.)

Para presentear uma pessoa deste signo, sugerimos arranjos em tons de verde, assimétricos, com flores exóticas e ramificações que evoquem espaço e natureza em estado selvagem.

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Flores para um Escorpião (23 Out. - 21 Nov.)

Para presentear uma pessoa deste signo, sugerimos arranjos florais com tons quentes e fortes como vermelho, bordeauxgrenát, roxo, amarelo torrado, que evoquem intensidade, profundidade, sentimento e sangue.

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Flores para um Balança (23 Set. - 22 Out.)

Para presentear uma pessoa deste signo, sugerimos arranjos discretos e sofisticados com rosas ou com flores em tons de azul, com elementos simétricos e pares de opostos complementares.

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Flores para um Virgem (23 Ago. - 22 Set.)

Para presentear uma pessoa deste signo, sugerimos arranjos florais em tons alaranjados e beges, simétricos, discretos mas sofisticados.

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2004/07/23

Amores-perfeitos para Carlos Paredes (1925-2004)

Carlos Paredes morreu hoje. Oiçamo-lo sempre.

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Como nos influenciam

ROSA: A rainha induscutível das flores representa sempre o amor, nalgum dos seus muitos lados. É a flor por excelência, a grande inspiradora. Conta a lenda que a rosa é filha do borrifo que nasceu do sorriso de Eros. É, além disso e paradoxalmente, símbolo de virtude e pecado.

ROSA VERMELHA: Amor apaixonado, excessivo, vital, pleno e arrebatador.

ROSA SEM PICOS:  Pedido, desespero.

ROSA AMARELA: Ciúmes, infidelidade, dúvidas.

ROSA BRANCA: Pureza, reserva, amor espiritual, amor platónico.

PAPOILA VERMELHA: Extravagância. Usa-se quando se desejam amores fora do comum.

PAPOILA BRANCA: Sonho que se persegue.

MALMEQUERES: Primeira juventude, primeiro amor. Atrai os amores adolescentes.

PEÓNIA: Na China, o seu país de origem, é símbolo de abundância, e significa timidez. Representa, também, o remorso face a actos cometidos. Simboliza igualmente pessoas solitárias e individualistas.

AMOR-PERFEITO: Atracção de pensamentos ou lembranças. Também associada ao amor romântico. Atrai o amor.

HERA: É símbolo de fidelidade e união, por isso é muito conveniente usar em ofertas entre amantes que desejam ficar unidos.

JASMIM: Silêncio e, às vezes, mentira e engano, sobretudo se for amarelo. O perfume do jasmim é envolvente, intenso, afrodisíaco. Especialmente à noite, o jasmim acentua a sensualidade.

LOURO: Desde os romanos, foi usado para honrar os seus heróis e representa triunfo, reconhecimento, fama, glória e êxito.

CRAVO: Está relacionado com o amor vivo e puro. Ao contrário das rosas, o cravo branco simboliza uma paixão ainda mais exacerbada do que a do cravo vermelho.

FETO: Representa uma vida longa e é muito adequado tanto para convalescentes como para tudo aquilo que desejamos que dure.

FLOR DA LARANJEIRA: Apazigua os estados de ânimo, dá calma e proporciona bem-estar. Representa a pureza virginal, Em tempos, todos os ramos de noiva tinham essa flor.

VIOLETA: Representa a modéstia e a humildade. Antídoto contra a soberba e a prepotência. A sua fragrância é extraordinária.

MALVA: Símbolo da fecundidade; também simboliza a ambição feminina. Reconhecida como remédio medicinal.

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A Biloba, a Rosa, a Sardinheira e a Alfavaca

Vivam as Gingko Bilobas e o seu espectáculo breve. Tão bonitas como elas são as Rosas de Santa Teresa em flor, perto do Cemitério de Benfica, que desautorizam com o seu odor a lugubridade dos ciprestes dos mortos. Também as Sardinheiras da Lagoa de Santo André saem de manhã cedo para sacudir o orvalho da noite alentejana, que pela força da repetição tenta debotar as suas vívidas cores quentes. Mas mais do que cor, cheiro ou forma, a Alfavaca dá-nos companhia. A Alfavaca é a planta mais amiga do Homem, preferindo desabrochar no ninho quente dos nossos pulmões e brônquios, e dedicando-se com fervor a qualquer criatura propensa a alergias respiratórias um pouco por todo o país.

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A linguagem das flores

Para além de bonitas, as flores e as plantas são simbólicas porque têm a capacidade de expressar  os nossos sentimentos. É uma linguagem tão bela como secreta, que pode ser revelada pouco a pouco. Desde os tempos mais remotos as mulheres expressavam os seus desejos relativos ao jogo do amor através das flores. Pensa-se que a sua origem está em Constantinopla, no ano de 1600, mas seria a inglesa Maria Wortley Montagu quem, em 1716, exportaria da Turquia para Inglaterra a singular, e até esse momento desconhecida, linguagem floral.
O simbolismo das flores é vasto, tanto nas cores como nas formas, nos desenhos ou nas suas múltiplas combinações de espécies… Socialmente também foi desenvolvido um significado paralelo do uso das flores e, noutros tempos e meios, oferecer uma flor virada para baixo inverteria por completo o seu efeito para dar a entender o contrário do que a flor representa; oferecer uma rosa sem picos, da parte da pessoa que a oferecia, significava “não há nada a temer”, enquanto o receptor podia querer dizer “sim” com um simples roçar de lábios nas pétalas da flor.
Este mundo é tão complexo que, a partir do Oriente, os segredos ocultos desta linguagem passaram para os egípcios, a Idade Média e o Renascimento, chegando ao refinamento mais puro do Romantismo, onde o seu uso se difundiu vastamente
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2004/07/22

O significado mais comum de algumas flores, para começar...

Margarida: inocência, virgindade
Rosa Amarela: ciúme, desconfiança, infidelidade, suspeita 
Rosa Branca: amor a Deus, pensamento abstracto, pureza, silêncio, paz, virgindade
Rosa Vermelha: admiração, caridade, casamento, desejo, espiritualidade de martírio, paixão

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2004/07/21

Maravilhoso Silêncio


A beleza e o maravilhoso silêncio das plantas, sobretudo das flores, sempre estimularam a imaginação humana a atribuir-lhes significados. Intrigam-nos. Queremos viver rodeados delas.

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